quarta-feira, 29 de abril de 2020

Encontro virtual Agroecologia e Política em tempos de pandemia

Confira no cartaz abaixo as informações sobre o próximo encontro virtual, que terá como convidada a professora Valéria Silva, da Feira Cultural de Base Ecológica da UFPI, para debater o tema "estratégias coletivas de comercialização de alimentos pela agricultura familiar camponesa".



Segue os links para acessos ao evento:

Link: https://meet.google.com/yxv-pbyp-bov


Como Acessar:

Para participar, você precisa do App Meet para dispositivos móveis ou de um navegador da Web compatível.

1)- Celular: Por meio do aplicativo do Google Meet: Para baixar o aplicativo acesse o seguinte link pelo seu celular: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.google.android.apps.meetings&hl=pt_BR

2)- Notebook ou Computador(PC) – Pelo seu navegador (Navegador Web compatível):

O Meet funciona com a versão atual dos navegadores listados abaixo:

• Navegador Chrome. Faça o download da versão mais recente.

• Mozilla® Firefox®. Faça o download da versão mais recente.

• Microsoft® Edge®. Faça o download da versão mais recente.

• Apple® Safari®.

OBSERVAÇÃO: O Meet tem compatibilidade limitada com o Microsoft Internet Explorer® 11. No Microsoft Edge, a experiência é melhor. Se você quiser usar o Internet Explorer para o Meet, precisará fazer o download e instalar a versão mais recente do Google Video Support Plugin.



TRANSMISSÃO AO VIVO:

link: https://stream.meet.google.com/stream/0121c45a-ff82-4790-bc48-9b7635d45daa

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Nagu organiza grupo de estudos on-line para debater agroecologia e arte


No dia 23 de abril de 2020, o Núcleo de Agroecologia e Artes do Vale do Gurguéia (NAGU) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) iniciou seu grupo de estudos remotos, alternativamente às atividades presenciais inviabilizadas com o avanço da pandemia (Covid-19). O texto estudado foi o capítulo 5, La política de la agroecología, do livro AGROECOLOGÍA CIENCIA Y POLÍTICA dos autores Peter Rosset e Miguel Altieri. 

A ideia surgiu da necessidade de pensarmos em estratégias para a alimentação da população trabalhadora e problematizar a defesa da produção agroecológica em larga escala, em contraponto com a ideia de agroecologia como ciência, movimento e prática.

Eduardo Justino Santana - egresso da UFPI,  membro do NAGU e animador do grupo de estudos - facilitou o grupo de estudos, com apresentação dos principais pontos do texto. Em seguida, abrimos para o debate com apoio das professoras Valcilene Rodrigues, Kelci Anne Pereira e Viviany Santos. 

Entre as ideias-chave debatidas destacaram-se:
  • Uso de termos que negam a agroecologia como ciência, movimento e prática, tais como: agricultura adaptada às mudanças climáticas, intensificação sustentável e monocultura de alimentos orgânicos;
  • Agroecologia e territórios disputados, disputa material e território intangível; 
  • Apropriação do trabalho dos povos e comunidades; 
  • Correlação de forças entre agroecologia e agronegócio; 
  • Como a universidade pode contribuir com os movimentos e com as comunidades rurais na disputa política da agroecologia.

Participe conosco dessa rede de construção do conhecimento!

Redação: Kelci Anne Pereira.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Núcleo de Agroecologia e Artes do Vale do Gurgueia apoia Coletivo de Mulheres Agroecológicas de Piripiri em projeto de comercialização direta de alimentos agroecológicos

O Núcleo de Agroecologia e Artes do Vale do Gurguéia (NAGU) da UFPI/Bom Jesus, por meio da junção de forças de seus docentes e discentes, tem apoiado o Coletivo de Mulheres Agroecológicas de Piripiri (COMAP) na estruturação de projeto de comercialização direta de alimentos agroecológicos.
As camponesas de Piripiri, assim como trabalhadores e trabalhadoras rurais de Bom Jesus, não podem manter-se em atividade econômica na feira-livre de Bom Jesus, em função da Pandemia da Covid-19, o que impactou negativamente tanto a renda de suas famílias, como a qualidade da alimentação da população bom jesuense. Um dos maiores temoresda população com o avanço da pandemia é justamente a escassez de alimentos, a elevação dos preços da comida e o enfraquecimento da imunidade, somado ao medo de não poder pagar as contas.       
Diante  disso, o NAGU propôs ao COMAP a comercialização direta de seus produtos na modalidade de cestas agroecológicas entregues em domicílio, de modo a favorecer a qualidade de vida das mulheres de Piripiri e dos/as consumidores/as de Bom Jesus.
Os alimentos cultivados agroecologicamente não contêm venenos ou outros insumos industriais, o que favorece seu potencial nutricional e diminui os impactos da agricultura sobre o ecossistema, além de    implicar em segurança do trabalho e autonomia dos agroecossistemas camponeses.     
Participe desta iniciativa! Se organize com seus vizinhos e encomende sua cesta de alimentos! Coloque sua criatividade na cozinha e prepare alimentos saudáveis de formas variadas! Colabore com a agricultura familiar camponesa de Bom Jesus!  
 
Maiores       informações constam      no      informativo abaixo:


   
         

terça-feira, 31 de março de 2020

Projeto Vamos Aprender Brincando


Coordenação Lilian Catenacci

O projeto Vamos aprender brincando? Elaboração de materiais educativos para promoção de educação ambiental e saúde no sul do Piauí tem como principal objetivo trabalhar temas importantes referentes ao meio ambiente e suas vertentes para a região de Bom Jesus do Piauí em escolas urbanas e rurais.

Os discentes que desenvolvem o projeto levam os temas usando um método lúdico e ajudam que os alunos  contemplados aprendam mais e desenvolvam um senso crítico para as problemáticas ambientais assim se tornam indivíduos conscientes e engajados.
O projeto também contempla o assentamento de choupeiro localizado em Eliseu Martins- Piauí, as visitas são feitas a escola  uma vez por mês e é desenvolvida as mesmas temáticas realizadas em bom jesus visando os mesmos objetivos.


Discentes do projeto no dia 'C' da ciência com alunos
 da Escola Municipal João Pinheiro.

Discentes da Escola Municipal João Pinheiro fazendo uma visita técnica
na UFPI e sendo recepcionado pela orientadora do projeto.

Discentes do projeto realizando ação no Assentamento Choupeiro.

Discentes do projeto realizando ação na Escola Municipal João Pinheiro.

Discentes do projeto realizando a ação na Escola Joaquim Rosal Sobrinho.
Discentes do projeto realizando ação na Escola Municipal João Pedro da Fonseca.
Discentes do projeto no dia 'C' da ciência com os alunos da
Escola Municipal Almerinda da Fonseca.

Projeto Quintais Agroecológicos e as Mulheres no Protagonismo dos Processos Produtivos e Econômicos da Chapada das Mangabeiras

Coordenação: Pollyana Oliveira da Silva  
Zootecnia

O projeto tem por objetivo o acompanhamento de mulheres rurais na implantação de quintais agroecológicos, capacitação de suas produções e comercialização e fortalecimento do seu processo de transição agroecológica no território da Chapada das Mangabeiras no Semiárido Piauiense. Este Projeto é uma parceria entre a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário – SEAD, do Governo Federal, e a Universidade Federal do Piauí - Campus Professora Cinobelina Elvas – UFPI – CPCE. As ações acontecem no Território da Chapada das Mangabeiras, Semiárido Piauiense, beneficiando 30 mulheres agricultoras agroecológicas.

Desta maneira, é fundamental o uso de ferramentas metodológicas já utilizadas no Brasil aplicadas a partir de uma perspectiva feminista de assessoria técnica com as mulheres rurais. Para tanto são realizadas atividades coletivas de planejamento, avaliação e capacitação com as mulheres agricultoras. Três cursos de capacitação ocorrerão durante a execução do projeto: I - Sistema Agroflorestais, II - Comercialização de Produtos Agroecológicos e III - Gestão da Caderneta Agroecológica. Um total de 30 quintais produtivos agroecológicos serão implantados e acompanhados a partir de visitas técnicas. Seminários e intercâmbios entre mulheres produtoras rurais do semiárido piauiense e brasileiro acontecerão para trocas de experiências.

Além disso, as experiências acumuladas no decorrer do projeto são socializadas a partir da realização de feiras das agricultoras agroecológicas, publicação de cartilhas e vídeo documentário. O acompanhamento e assessoria em suas práticas produtivas e de comercialização poderá garantir um ambiente de empoderamento das mulheres, dando visibilidade e reconhecimento ao seu protagonismo nas esferas familiares, de grupos produtivos e na sociedade.

Projeto Semeando Agroecologia

Coordenação:  Valcilene Rodrigues da Silva e Kelci Anne Pereira
Licenciatura em Educação do Campo


O projeto foi fundado em janeiro de 2018 e tem por objetivo sensibilizar as comunidades rurais do Vale do Gurguéia para processos de transição agroecológica e promoção da soberania alimentar e nutricional a partir do resgate de saberes, sementes e sabores locais. O incentivo ao resgate dos saberes e sabores se caracteriza como um processo educativo participativo que consolida o compromisso da universidade com os camponeses do Vale do Gurguéia, por meio da extensão universitária. 

Todas as atividades propostas são orientadas pelos pressupostos teórico-metodológicos da pesquisa ação, que promovem relações entre diferentes saberes, sujeitos, temporalidades e territorialidades, em busca da construção de um projeto de base agroecológica. Os participantes do projeto são camponeses e camponesas, professores(as) e estudantes do CPCE. O projeto integra o Programa de Extensão NAGU e, em âmbito interinstitucional, se realiza em cooperação com o Núcleo de Educação, Pesquisa e Práticas em Agroecologia e Geografia (NEPPAG-UFPE).

Equipe do projeto em de planejamento das atividades e debate de textos.

Conhecendo experiencias agroecológicas em Pernambuco.

Banco de sementes crioulas sendo implantado pelas professoras e estudantes da  Escola João Vieira da Silva, Santa Luz Piauí 




Projeto Agroecologia e Cartografia Social como Estratégias Educativas ao Uso de Agrotóxicos nas Comunidades Camponesas do Sul do Piauí

Coordenação: Bernadete Maria Coelho Freitas e Sônia Maria Ribeiro de Souza

O objetivo do projeto é ofertar aos camponeses e camponesas do sul do Piauí à apropriação de elementos da cartografia social e da agroecologia como alternativa ao uso de agrotóxicos, a partir de processos educativos e de fomento à luta por direitos no campo. 

Nas últimas décadas presenciou-se o aumento do uso de agrotóxicos no Brasil, tornando-se o maior consumidor de agrotóxicos desde 2008, fenômeno que gerou impactos à saúde e ao ambiente. Esse avanço deveu-se ao crescimento das áreas de agronegócio, mas também ao aumento do uso de agrotóxicos por parte de camponeses. Segundo dados do Censo Agropecuário de 2006, analisados por Bombardi (2011), cerca de um terço dos camponeses utilizam agrotóxicos no país, questão que tem gerado uma dependência do uso de agroquímicos por essa agricultura, impulsionando a apropriação da renda da terra pelos agentes do mercado de comercialização destes insumos químicos, enquanto os camponeses permanecem empobrecidos. Outros efeitos são as mortes e intoxicações humanas e a contaminação ambiental e dos alimentos decorrentes do uso de agrotóxicos (BOMBARDI, 2017; RIGOTTO, 2011). 

Ressalta-se que a agricultura de familiar é responsável pela produção da maior parte dos alimentos que abastecem as populações rurais e urbanas do país, estimada em cerca de 70% do total, de acordo com o Censo Agropecuário (2006). Como estratégia para amenizar tais problemáticas, processos educacionais relacionados à produção camponesa têm sido verificados no âmbito da educação do campo e da agroecologia como essenciais à mudança das formas de produção (ALTIERI, 2002; CAPORAL, 2006; BATISTA; MOLINA, 2015). Neste projeto, a formação sobre cartografia social, uso de agrotóxicos e alternativas agroecológicas podem contribuir para o fortalecimento da produção mais saudável e a diminuição da dependência do uso de agrotóxicos pela agricultura camponesa. Para o desenvolvimento do trabalho serão realizadas oficinas de cartografia social, cursos acerca dos princípios agroecológicos, impactos do uso de agrotóxicos e as alternativas no campo, envolvendo metodologias participativas em todo processo formativo. Espera-se que o estudo possa contribuir com o debate no âmbito da agroecologia, incentivando novas atividades de extensão e novas práticas educativas e agroecológicas, ao passo que apresente subsídios às políticas públicas e à melhoria da qualidade de vida dos/as camponeses/as e dos consumidores de alimentos das áreas urbanas e rurais, contribuindo para garantia da soberania e segurança alimentar e para amenizar as desigualdades regionais e sociais no país.